Jovens brasileiros assistindo séries e filmes em smartphone, tablet e notebook em 2026, ilustrando o crescimento do streaming no Brasil e o consumo multiplataformaO consumo multiplataforma avança em 2026, com brasileiros assistindo séries e filmes simultaneamente em smartphones, tablets e notebooks | Imagem ilustrativa criada por inteligência artificial (IA)

O consumo de streaming no Brasil continua sua expansão em 2026, aproximando-se cada vez mais da audiência tradicional da televisão. Dados recentes mostram que plataformas como Netflix, Amazon Prime Video, Globoplay e Disney+ disputam espaço no mercado brasileiro, impulsionadas por conteúdos originais, diversidade de títulos e o comportamento cultural dos usuários. Esta matéria analisa quem lidera o consumo, o que os brasileiros assistem mais e como as plataformas consolidaram seu lugar no entretenimento contemporâneo.

Streaming representa quase 40% da audiência total

Segundo levantamento da Kantar Ibope, no final de 2025 as plataformas de vídeo online — incluindo serviços de streaming e redes como YouTube e TikTok — já respondiam por cerca de 37,2% do consumo total de vídeo nos lares brasileiros, um aumento notável frente aos anos anteriores. Nesse cenário, a televisão tradicional ainda domina com cerca de 62,8%, mas a tendência é clara: o streaming encurta a distância e evidencia a transformação da cultura de consumo audiovisual no país.

Esse avanço reflete uma mudança comportamental significativa nos últimos anos, em que o público prioriza a capacidade de assistir conteúdos sob demanda, em qualquer lugar e em diferentes dispositivos, em detrimento da programação linear fixa.

Quem lidera o mercado de streaming no Brasil

Quando se observa o panorama competitivo das plataformas de streaming no Brasil, grandes players globais convivem com serviços locais e específicos:

  • Netflix segue entre os mais populares, liderando o posicionamento geral do mercado com uma participação relevante entre os serviços pagos, apesar de um ligeiro declínio em comparação a anos anteriores.
  • Prime Video cresceu no interesse dos usuários, em alguns levantamentos superando a Netflix em métricas como “parcelas de interesse”, que medem engajamento e relevância do público.
  • Disney+, com suas franquias e conteúdo familiar, continua entre as plataformas preferidas por espectadores de todas as idades.
  • Globoplay, opção nacional, tem registrado presença consistente entre os serviços de streaming pagos, refletindo o interesse por produções brasileiras e conteúdo local.
  • Outras plataformas como HBO Max, Apple TV+ e Paramount+ também mantêm audiências significativas, embora em fatias menores.

Dados de market share também mostram tendência de estabilização com Netflix e Prime Video mantendo posições de destaque em assinaturas e visualizações.

O que os brasileiros mais assistem

Dados de consumo revelam que o público brasileiro tende a preferir filmes e séries quando usam plataformas de streaming:

  • Filmes continuam sendo a forma favorita de conteúdo, com maior participação nas horas assistidas.
  • Séries, especialmente produções originais e internacionais, têm forte engajamento entre diferentes faixas etárias.
  • Documentários e conteúdos de não-ficção também ganham espaço, reforçando o interesse por narrativas educativas e informativas.
  • Outros formatos como reality shows, conteúdo esportivo e programação infantil ocupam fatias menores, mas ainda significativas entre segmentos específicos.

Esses padrões refletem a complexidade do hábito cultural brasileiro, que associa o streaming às duas principais formas de entretenimento on demand: filmes e séries.


Casal brasileiro assistindo plataforma de streaming na Smart TV em sala oderna em 2026, representando o crescimento do streaming no Brasil
Brasileiros consolidam o streaming como principal forma de consumo audiovisual em 2026, com crescimento do uso em smart TVs e dispositivos conectados | Imagem ilustrativa criada por inteligência artificial (IA).

Mudanças no comportamento de consumo

O avanço do streaming está intimamente ligado às transformações no modo como os brasileiros assistem vídeos. Nos últimos anos, mais pessoas migraram gradualmente da televisão tradicional para o consumo on demand, uma tendência sustentada pela acessibilidade de dispositivos móveis e pela ampla oferta de conteúdos de diferentes gêneros e origens.

Esse fenômeno também é observado em outros mercados globais, onde a streaming se aproxima ou supera a audiência de TV linear em determinados segmentos demográficos — especialmente entre jovens adultos.

Além disso, o uso de várias plataformas simultâneas por uma mesma família ou indivíduo se tornou comum, aumentando a receita total de entretenimento digital.

O futuro do streaming no Brasil

Especialistas estimam que o mercado brasileiro continuará crescendo nos próximos anos, tanto em número de assinantes quanto em receita total. Relatórios projetam um aumento constante na base de usuários e uma expansão dos serviços disponíveis, com maior investimento em conteúdo original e recursos tecnológicos que melhorem a experiência do espectador.

Esse crescimento também está relacionado a debates regulatórios, como propostas de legislação sobre o setor de streaming no Congresso Nacional, que buscam estabelecer diretrizes para tributação, direitos autorais e incentivo à produção local — aspectos que podem redesenhar ainda mais o cenário da indústria audiovisual no país.