O apresentador Carlos Roberto Massa, o Ratinho, protocolou um pedido de explicações no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP). A ação, distribuída ao ministro Dias Toffoli nesta semana, exige que a parlamentar esclareça uma publicação feita nas redes sociais que mencionou diretamente o filho do comunicador. O pedido marca um novo capítulo no embate jurídico entre os dois, que começou em março de 2026 após declarações dadas pelo apresentador em seu programa de televisão no SBT a respeito da eleição da deputada para a presidência de uma comissão na Câmara.
Os bastidores da disputa entre Ratinho e Erika Hilton no STF
O principal motivo que levou Ratinho e Erika Hilton no STF a figurarem em um novo processo envolve o teor das postagens de contestação na internet. O apresentador questionou formalmente o sentido e o alcance das palavras utilizadas pela deputada, alegando a necessidade de esclarecer possíveis ofensas dirigidas à sua família e à honra de seu filho. Esse procedimento jurídico é uma medida comum que serve de base para verificar se há elementos para uma futura queixa-crime por calúnia, injúria ou difamação, dependendo das respostas fornecidas pela parlamentar nos autos.
O histórico do caso envolvendo Ratinho e Erika Hilton no STF
A crise original entre as partes se estabeleceu quando o Ministério Público Federal e a própria deputada moveram ações contra o comunicador por comentários feitos ao vivo sobre a identidade de gênero de Erika Hilton. Na ocasião, o apresentador criticou a escolha da parlamentar para liderar a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, o que gerou pedidos de indenização milionários por danos morais coletivos e acusações de conduta discriminatória. A defesa do apresentador argumenta que a nova petição foca exclusivamente no direito de resposta e na proteção de familiares que não fazem parte da disputa pública inicial.
A partir de agora, cabe ao ministro relator analisar os termos do pedido para notificar formalmente a deputada a apresentar suas justificativas. O andamento deste caso continuará sob a análise da Suprema Corte, que avaliará se as manifestações virtuais extrapolaram os limites da imunidade parlamentar ou do debate político na internet.

