Lenora Cavalieri produtora da Cavalieri Produções que movimenta a economia Prateada do Rio de JaneiroLenora Cavalieri | reprodução/Instagram/@cavalieriproducoes

Mulheres de diferentes gerações participaram, na última quarta-feira, 20, de uma festa cigana voltada ao público sênior, produzida por Lenora Cavalieri, da Cavaliere Produções. O encontro aconteceu na Casa Dois Arlindos, na Barra da Tijuca, Zona Sudoeste do Rio de Janeiro e reuniu dança, apresentações culturais e expositoras com produtos direcionados ao universo feminino.

A proposta destacou o fortalecimento da autoestima na maturidade e refletiu o crescimento da chamada economia prateada, mercado ligado ao consumo e ao comportamento de pessoas acima dos 50 anos. A programação também contou com um almoço em formato de cozido e espaços de convivência voltados ao bem-estar e à socialização.

Cultura cigana e autoestima feminina marcaram o encontro

Idealizadora da festa, Lenora Cavalieri explicou que o principal objetivo da iniciativa é incentivar o autocuidado e fortalecer a autoestima feminina na maturidade. “Se arrume, se ame. Esse é o meu segredo com as minhas meninas”, afirmou Lenora, que também movimenta a economia prateada no Rio de Janeiro por meio de festas culturais temáticas árabes, ciganas e flamencas.

Durante a programação, expositoras apresentaram produtos voltados ao público feminino maduro, enquanto as participantes aproveitaram momentos de dança, confraternização e interação social. A proposta buscou unir entretenimento, cultura e valorização da mulher madura.


Expositoras no evento de Lenora Cavalieri que movimentou a economia prateada

Lenora Cavalieri com expositoras na festa cigana na Casa Dois Arlindos, Barra da Tijuca | Foto: Divulgação


Cultura cigana, dança e bem-estar

A programação começou com a apresentação do violonista Dino Guterrez, que abriu o encontro com uma homenagem ao sambista Arlindo Cruz. Em seguida, o músico apresentou um repertório inspirado na cultura cigana, acompanhando o clima temático da festa.


Momento de abertura das apresentações, com o violonista Dino Guterrez | Vídeo: reprodução/Instagram/@cavalieriproducoes


Entre roupas coloridas, música cigana e apresentações de dança, mulheres de 50, 70 e até 90 anos chamaram atenção pela disposição para participar do baile e das atividades culturais.

Uma das apresentações foi conduzida por Marcia Gaia e suas alunas do Centro de Danças Ancestrais GAIA, que celebra 30 anos de atividades em 2026. Durante o espetáculo, Gaia destacou o compromisso do grupo com a valorização da cultura cigana e o respeito às tradições pesquisadas ao longo dos anos.

Aqui atrás de nós tem a bandeira cigana. Essa bandeira representa uma cultura, representa um povo. Tudo o que vocês viram aqui são músicas originais, pesquisadas, movimentos estudados e feitos com profundo respeito”, declarou. Segundo ela, o trabalho artístico vai além do entretenimento e busca preservar elementos culturais ligados à liberdade e à ancestralidade do povo cigano.

Yuri Souza, dançarino que também se apresentou no encontro, destacou a conexão criada entre os artistas e o público durante o baile: “A entrega e a atenção, sem falar nas palmas e admiração, os olhares, o prazer e a honra de dançar com pessoas que admiram a nossa cultura cigana”, afirmou.

A dançarina Marcia Carvalhal afirmou que música e dança funcionam como uma forma de terapia para pessoas idosas e ajudam no fortalecimento emocional e social. “Esse evento contém música e dança, sendo uma terapia perfeita em forma de festa. Muitas pessoas não sabem que a dança melhora a autoestima, promove a boa relação interpessoal e auxilia até mesmo na prevenção contra o Alzheimer”, afirmou. Ela também destacou a forma em que o público maduro se divertiu no encontro. “Achei o evento maravilhoso. Vi senhoras com 80 e 90 anos se divertindo, dançando, cantando e brincando. Tenho certeza que voltaram para suas casas felizes. Foi um dia para esquecer as dores, os problemas, as perdas e a solidão que costuma afetar as pessoas idosas”, declarou.


Momento do baile cigano | Vídeo: reprodução/Instagram/@cavalieriproducoes


Economia prateada cresce no Brasil

Eventos voltados ao público maduro acompanham o avanço da economia prateada no Brasil. Segundo a Agencia Brasil, o país tem mais de 4 milhões de empreendedores acima dos 60 anos que movimenta cerca de R$ 2 trilhões na economia brasileira. Esse número cresceu quase 59% na última década, segundo dados do Sebrae.

O setor envolve áreas como turismo, cultura, moda, saúde, lazer e bem-estar. Estudos também indicam que consumidores acima dos 60 anos já representam uma das maiores forças de consumo do país e devem ampliar ainda mais sua participação econômica nas próximas décadas.

No encontro promovido por Lenora Cavalieri, a presença ativa de mulheres idosas na dança e nas atividades culturais reforçou a transformação do comportamento do público 50+, cada vez mais presente em eventos sociais, culturais e de entretenimento.

By Raquel Cunha

Jornalista por amor e formação, Raquel Cunha comanda o Portal Maraq unindo sua paixão pela cultura à expertise em gestão. Aborda o entretenimento e o cenário artístico de forma leve, transformando a notícia em uma conexão direta entre o público e a arte.