foto com fundo preto de Alexandre Galindo e Cléo de Páris de frente um para o outro para promoção da Peça VenenoAlexandre Galindo e Cléo de Páris | Divulgação

A peça “Veneno” segue em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB Rio) até a próxima segunda-feira, 6, apresentando ao público uma história sobre perda, memória e relações familiares. Escrita pela dramaturga holandesa Lot Vekemans, protagonizada por Alexandre Galindo e Cléo de Páris, a montagem acompanha o reencontro de um casal separado há dez anos após receber uma carta informando que os restos mortais do filho precisarão ser retirados do cemitério devido à contaminação do solo. A partir dessa situação, o espetáculo explora diferentes formas de viver o luto, em uma narrativa que alterna momentos de tensão, emoção e humor.

Diálogo sobre perda e relações familiares

Além de atuar no espetáculo, Alexandre Galindo, que também assina a direção de produção, conta que o texto chamou sua atenção pela maneira como apresenta duas perspectivas distintas sobre o luto, sem apontar um único caminho para lidar com a dor.

Segundo o ator, a escolha da obra surgiu durante sua pesquisa constante por dramaturgias capazes de provocar reflexão no público. Para ele, a peça apresenta personagens que enfrentam o sofrimento de maneiras diferentes, permitindo que o espectador compreenda os dois lados da história. Galindo destaca ainda que o texto também aborda temas como a relação entre pais e filhos e os impactos da perda na vida de um casal.

A autora Lot Vekemans é considerada uma das principais dramaturgas da Europa na atualidade. Com mais de três décadas dedicadas ao teatro, ela teve “Veneno” montada em mais de 30 países. A obra recebeu prêmios internacionais e também foi adaptada para o cinema, com roteiro assinado pela própria escritora.


Peça Veneno permanece no CCBB Rio até a próxima segunda-feira, 6 | Vídeo: reprodução/Instagram/@ccbbrj


Elenco destaca desafio emocional e reação do público

Indicado ao Prêmio Shell no ano passado por sua atuação no espetáculo, Alexandre Galindo afirma que interpretar a peça exigiu um intenso processo de preparação emocional durante os ensaios.


Cléo de Páris e Alexandre Galindo comentam o impacto e os bastidores do espetáculo | Vídeo: reprodução/Instagram/@oteatroestudio


De acordo com o ator, o trabalho buscou aprofundar as emoções dos personagens para construir uma atuação baseada em memórias físicas e na complexidade dos sentimentos retratados em cena. Ele define a experiência como desafiadora e, ao mesmo tempo, gratificante.

Galindo também afirma que a recepção do público tem sido um dos aspectos mais marcantes da trajetória da montagem. Após temporadas em São Paulo e apresentações em outras cidades, o elenco percebe que muitas pessoas deixam o teatro emocionadas, reflexo da identificação com os temas apresentados pela obra.

Com ingressos a partir de R$ 15, “Veneno” permanece em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro até 6 de julho, reunindo uma história que utiliza um acontecimento inesperado para discutir memória, relações familiares e os diferentes caminhos do luto.

By Redação Maraq

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